Daniela fala sobre como foi interpretar Doña Juana

juana2O que a vilã Doña Juana representou em sua carreira como atriz?

O melhor, até esse momento esse é o personagem mais interessante que interpretei em minha carreira, é um personagem muito significativo e me sinto satisfeita e plena porque pude utilizar todas as ferramentas que tenho como atriz, não foi uma tarefa fácil e com ela consegui demonstrar toda a minha versatilidade.

O que a motivou a interpretar um personagem tão odiado do publico?

Não sei se até o final da novela esse personagem será tão odiado como é agora, no momento eu descrevo Doña Juana como uma mulher com muitas manias, que como qualquer pessoa se equivoca por ansiar coisas que de certa maneira não pode ter, e com uma sede de poder que aos poucos está acabando com a sua existência. Estou segura que muitas pessoas, em seu interior, se identificam com este personagem, talvez não em seu verdadeiro ser, mas em seus pensamentos… De uma ou de outra maneira, todos nós desejamos uma vida fácil, sem problemas ou dificuldades.

O público gosta de novelas de época. Porque acha que são tão encantadoras? Em especial, Alborada…

Acho que é porque as novelas de época significam tudo o que fomos, a história que é sempre referente e muito importante para todos os seres humanos. Se você não a entende, não a conhece, é muito provável que caia em certos erros que de uma forma ou de outra marcaram nossa existência. Uma novela de época é o pretexto perfeito para visualizar sentimentos, vivencias e circunstâncias das quais não tivemos acesso em nossa existência, mas que graças à histórias mágicas e encantadoras como Alborada, é possível experimentar de uma maneira natural e familiar.

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Você gostou de viver nessa época, rodeada e atendida por empregados?

Claro que sim, ainda não só por causa dos luxos… acredito que em qualquer época desse universo seja interessante viver assim… É maravilhoso conhecer o passado e poder investigá-lo e entendê-lo. Nossos avós não diziam que “o tempo passado foi melhor” em vão… era realmente muito emocionante.

Em Alborada sua personagem nega seu verdadeiro filho para que esse tenha um futuro melhor. Na atualidade, a Colômbia está vivendo graves problemas de violência infantil a ponto dos progenitores matarem os próprios filhos. Neste sentido, não seria melhor que existissem mais Juanas Arellano?

O que tem acontecido na Colômbia é algo que acontece em muitas partes do mundo. Eu sempre acreditei que o maltrato a crianças e a idosos é algo terrível, porque eles são a representação que possuímos do nosso futuro e do nosso passado. Mais que Juanas, deveriam existir mães e pais que amam seus filhos de coração… ainda que eu não seja mãe, estou segura de que a vida destes pequenos seria muito melhor.

Você já visitou o nosso país e conhece a nossa terra, o que Colômbia significa para você?

Muitas coisas lindas. Há dois anos estive em Cartagena e ainda que Colômbia e México sejam países com muitos conflitos sociais e políticos, a alegria da nossa gente continua intacta, como se nada tivesse passado, isso é inestimável. Desde a primeira vez que visitei essa terra tão maravilhosa descobri que os colombianos são pessoas carinhosas, cultas, que se entregam e lutam com muito ritmo, que lutam por um “amanhã melhor”.

Nos últimos anos a Colombia se destacou por fazer produçoes de êxito a nível internacional. Você gostaria de participar de alguma delas?

Ainida que não tenha recebido nenhuma oferta deste tipo, reconheço que para a minha carreira artística seria interessante ter essa oportunidade e adoraria passar uma temporada neste país, que é um lugar tão lindo, com uma linguagem (que da minha perspectiva) é o melhor castellano dos países que falam espanhol. Essa linguagem me cativou desde a primeira vez que escutei.

“Bailando por un sueño” acaba de estreiar na Colombia.O que você acha sobre esse programa?

Bailando por un sueño é um programa divertido e com uma carga social importante, algo que comove o coração e engrandece a alma. Não há dúvida de que em nossos países (América Latina) todos dançamos, cantamos ou ao menos sabemos uma poesia, é uma maneira de nos mantermos entretidos. Esse programa tem um formato que cativa e onde a gente torce para que todos os participantes ganhem porque eles colocam seu empenho, sua vontade, sua essência. Ainda que nem todos ganhem, os sonhadores seguem adiante, lutando pelo que verdadeiramente anseiam.

Neste momento, trabalha em algum projeto musical ou está dedicada cem por cento à atuação?

Não, estou dedicada de corpo e alma a Doña Juana, quando terminar meu trabalho em Alborada, vou retomar projetos que tenho em espera e pelo fato de desenvolver minha carreira no âmbito da atuação não pude terminá-los. Antes deste personagem gravei “Es la nostalgia”, um disco muito sentimental onde contei com a colaboração de Eduardo Paz, um colombiano que realizou a maioria das canções e que conseguiu imprimir o sabor da sua terra. Ao aceitar interpretar Doña Juana não conseguir promover o disco, mas não me arrependo porque eu necessitava desse personagem para me consolidar como artista integral e tenho certeza que consegui.

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