Casada desde os onze anos de idade

Trayectoria

Por Sônia A. Martinez

Desde muito pequena Daniela colocou foco em seu trabalho e agora considera que este foi o seu único matrimônio

Muitos famosos se dedicam a cuidar da parte profissional e se esquecem da parte sentimental da sua vida e terminam completamente dedicados à profissão. Isso é o que ocorreu a Daniela Romo, que assegura que desde os onze anos de idade está casada com o seu trabalho diário.

O que faltou para você pudesse casar?
A verdade é que em todo esse tempo me dediquei a minha carreira e me casei com ela, porque cada um tem suas prioridades e a minha é a minha profissão, sempre a coloquei acima de tudo e por isso não me casei. Ainda que às vezes quando ia gravar, via as crianças no camarim e isso me fazia duvidar um pouco.

Teria gostado de ter filhos?
Sim, claro! Mas sei que já não posso mais. O que eu gostaria de ter vivido é a experiência do parto e ainda que não o tenha vivido, não é algo que me faça sentir mal ou diferente. Eu tive a opção de viver essa experiência, mas não aconteceu…


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Eu não tenho medo da solidão, mas tenho medo da idade porque existem muitas coisas que podem surgir”

Mas, já te pediram em casamento?
Sim, tive algumas propostas mas não passou disso. Porque essas propostas chegaram no tempo errado, eu não estava pronta para isso…

Você sente medo de chegar na velhice e sentir-se sozinha?
Não, não tenho medo da solidão. Mas tenho medo da idade porque existem muitas coisas que podem surgir.

Como é que começou a sua carreira?
Comecei no Coro das 100 vozes de Los Hermanos Zavalla. Com eles tive o meu debut, era em um musical em 1971, quando eu tinha onze anos.

O que foi mais difícil no princípio?
Quando os produtores me diziam não. Mas quando você tem uma verdadeira vocação, você não abandona o que gosta, você corre atrás. Nessa época nem carro eu tinha e ia para as audições, teatro e para todas as partes de ônibus, de caminhão, de bicicleta… ia da forma que era possível.

Então, você não era uma menina rodeada de luxos?
Não, imagina! Sou filha de mãe solteira, tenho uma irmã mais nova e minha mãe trabalhava e nós vivíamos na casa da minha avó. Tivemos certas limitações, mas fomos muito felizes.

Te fez falta o calor de um pai?
Não sei o que é viver com um pai, nunca tive e não sei se é importante ou não, mas eu fui uma menina muito feliz e rodeada de calor humano.

E você nunca o conheceu?
Sim, o vi uma vez… eu estava maior, e ele também (mais velho). Na verdade eu já não tinha o desejo de restabelecer uma relação com ele. Foi ele quem me buscou, queria conversar comigo e acho que era um momento importante para ele, um momento importante em sua vida, foi a única vez que nos vimos… e ele já morreu.

Já pensou em voltar a gravar um disco?
Continuo gravando, a cada dois anos eu faço algo. Mas eu pretendo trabalhar mais como atriz. Tive a oportunidade de realizar um sonho com o espetáculo Vitor Vitória, que me permitiu cantar, dançar e atuar, por isso não tive tempo… mas espero lançar um novo disco ano que vem.


Às escondidas

Minha avó não queria que eu estudasse atuação e quando comentei com ela sobre o meu desejo, ela disse que não queria saltimbancos em sua casa então eu lhe disse: “Não, olha só, assim como você assiste as novelas… um dia eu estarei nelas” Mas ela não queria… Minha mãe disse que estava tudo bem, contudo que eu continuasse estudando, então a minha babá meu deu dinheiro e eu fui escondida fazer inscrição no Instituto Andres Soler… e quando as duas, minha mãe e minha avó descobriram, eu já estava lá dentro.

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