Eu adoro ser má!

Cidade do México, 28 de Setembro 2001 – Daniela falou sobre o novo show que está organizando para a comemoração de seu 30 aniversário de carreira: Ave Fénix.

daniela-romo-619541lHá mais de trinta anos se dedicando a uma carreira de sucesso, tanto no canto quanto na atuação e entusiasmada por fazer sua primeira personagem má em uma novela, Daniela Romo se diz mais que comprometida com o publico, com seus companheiros, produtores e com ela mesma, pois afirma que sua atuação em Manancial deixou de ser uma experimentação e agora sua responsabilidade é dupla porque tem que convencer a todos de que além de boa cantora, é também boa atriz.

Apesar da sua campanha para promover o seu mais recente disco, Daniela está “semiparalisada” porque a novela lhe absorve muito. A diva de cabelos longos se sente satisfeita com os resultados e ignora qualquer tipo de comentário e crítica adversa, porque evidencia que as vendas estão altas e fora o demais, não lhe importa: “Não sou moeda de cem pesos para que todos me queiram”. Entrevistada por Hoy, Daniela falou sobre o novo show que está preparando para a comemoração dos seus 30 anos de carreira.

– Conte-nos um pouco sobre a vilã de Manancial…
Sim! Isso mesmo, ela é má, porque a antagônica do meu personagem é muito diferente. Margarida é meu personagem, é uma mulher caprichosa, vaidosa, displicente, amarga e representa uma experiência muito interessante porque eu nunca tinha interpretado uma vilã antes. Apenas estou começando a desfrutar, a me olhar no espelho como Márgara e pouco a pouco começa a aparecer uma característica, um gesto ou qualquer outra coisa… e aos poucos vou me transformando nela.

E você gosta da Márgara quando se vê no espelho?
Sim, claro! Gosto porque é alguém totalmente diferente de mim e isso me cativa. Dar vida a um personagem como esse é um desafio…

E você continuará aceitando fazer papel de vilã nas novelas?
Não sei… Esse eu aceitei porque eu gostei muito e no futuro, realmente não sei se aceitaria outros. Depende do que sejam… Márgara é um personagem bem construído e não é má atoa. Não. Ela possui suas razões e são razões muito importantes, que a sustentam e dão significado a sua vida.

Depois de ficar seis anos longe das novelas, quais são suas expectativas?
Antes de tudo quero ter um crescimento pessoal e profissional, estar presente na vida dos meus companheiros, dos meus diretores e produtores e sobretudo na vida das pessoas, quero convencê-los de que posso fazer um personagem desse tipo e que sou uma boa atriz.

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Você acredita que será difícil com Manancial, superar o êxito que teve em Si Dios me quita la vida?
Antes de tudo, não dá para comparar uma com a outra. Houve muitas mudanças, são anos de diferença e naquela época eu tinha menos experiência. Aquela era outra época, parte do meu crescimento. E agora, em Manacial, quero refletir o trabalho que construí ao longo desse tempo. Ninguém sabe o que pode acontecer, e como atriz o único que posso fazer é me dedicar de coração e fazer com que esse personagem me ajude a crescer profissionalmente e pessoalmente. A grande diferença é que Manancial significa uma responsabilidade imensa, porque tenho toda uma grande trajetória atrás de mim e tenho que sustentá-la com qualidade. As pessoas esperam muito de mim e essa responsabilidade parece duplicar.

Foi difícil diversificar sua carreira na atuação e no canto?
Sim, sim… foi difícil. São trinta anos de trabalho, em que sigo seguindo passos que são muito diferentes da nova geração que apareceu agora. Eu comecei no teatro, segui no cinema e na televisão e até fiz radionovelas e fotonovelas. Durante esse tempo segui atores que serviram de exemplo para mim, e acho que a minha geração será uma referencia para os jovens que estão aparecendo… mas o mundo não é o mesmo, eles vivem em um mundo diferente. Geralmente muitos deles fazem cinema e não mais televisão, poucos se dedicaram ao teatro, que é a alma materna da atuação.

E você não ia apresentar um programa noturno?
Não, agora não… no momento estou concentrada na novela e no disco.. e nem sei se estarei viva até dezembro.

Porque fazer os dois projetos ao mesmo tempo quando o cd era algo tão esperado?
O que aconteceu foi que Carla (Estrada) me chamou e eu estava promovendo o meu disco. Mas, quando analisei a proposta, fiquei muito interessada no papel. Ainda que eu tenha que convencer muitas pessoas, eu decidi ficar com o personagem porque verdadeiramente me importava muito.

O que você acha das duras críticas que recebeu do seu disco, os críticos disseram que não era isso que esperavam de uma cantora de categoria…
Eu realmente não escutei nem li as duras críticas que você mencionou e elas também não me importam, porque eu não sou moedinha de cem pesos para que todos queiram. O meu público, as pessoas… as vendas, demonstram completamente outra coisa! E você sabe, nunca falta alguém que não gosta do seu trabalho e é comum receber comentários desse tipo. As pessoas são livres para opinar o que quiserem…

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