Somos um sonho

Em 2003, Daniela foi convidada por Ruben Aviña para escrever o prólogo do seu livro “Nadine, la hija de las estrellas”.

Confira o que ela escreveu:


Fomos sonhados e chegamos aqui para sonhar, ainda que as vezes a realidade possa nos devorar.

Um viva aos sonhos que a vida nos dá!
Um viva a vida, que nos presenteia com sonhos!

Portada Nadine CAPAS_35Sinto uma pequena palpitação, próxima ao meu rosto. É uma fada que ganhei de presente do Rubén. Estou recostada e ao reagir, me encontro com um ligeiro sabor de sal. É que chorei e estou abraçada a este livro. Sim, a história de “Nadine, a filha das estrelas”.

Para a minha surpresa, através da minha janela, uma estrela me devolve o olhar ou a atenção e descubro que estou banhada por luz. A luz da lua, minha eterna cúmplice que me move em meus mares. Parece que queria falar comigo e que estava alegre… Rubén Aviña voltou. Voltou a ser um menino. Hoje ele é um menino sábio que nos presenteia com essa história, uma alegria para este coração, alegria que compartilho com você, no momento em que escrevo essas linhas que está lendo. Por isso chorei de alegria e repetiria mil vezes a experiência. Neste momento de tantas tristezas, chorei de alegria. E quando conseguimos produzir uma gota de alegria, transformamos oceanos de negatividade. Obrigada, Rubén. Obrigada!

Aconteceu algo comigo, o mesmo que se passou a Dinorá (uma das personagens do livro). Fiquei surpresa ao meu olhar no espelho e a me questionar, a buscar a criança que existe em mim, em buscar por minha inocência. Essa inocência que as vezes se esconde atrás de uma pretensão. Todos criamos o nosso próprio sentido da realidade e lutamos contra tantas mentiras. Hoje, Nadine me devolve a espiritualidade que germina, cresce no mundo e existe para ser respirada e para nutrir cada ação do dia-a-dia. Nadine me devolveu o sentido dos sonhos que são o caminho real da alma.

Aparentemente, todos nós precisamos de uma história, de uma origem, de um papel, de identidade. Mas, há quanto tempo não nos vemos refletidos nos outros? Há quanto tempo não nos vemos em nós mesmos? Sim, todos possuímos uma magia, um toque de divindade que nos conecta com o universo. Seres infinitos, conectados com tudo o que existe: como dizem os budistas: uma só pessoa é todo o universo.

E se, neste mundo convulsionado que é possível descobrir galáxias a mil anos luz e que, por outro lado, não pode deter a extinção de tantas espécies do planeta. Nadine, obrigada Rúben, nos dá a oportunidade para fazer uma viagem dentro de nós mesmos. Uma viagem a um universo quase inexplorado, que nos devolve a magia, a música, o canto, como uma oração, no silêncio da fé e até da solidão. Esses cosmos ao que pertencemos, nos escuta e nos devolve a faculdade de crer ou não em nós mesmos.

Obrigada, Rubén Aviña, por compartilhar a história de Nadine conosco, por ter tantos sonhos e planos para ela. Eu desejo que muitos leitores a conheçam e sei que desta maneira, juntos, vamos fazer uma oração por Nadine, com Nadine e por nós mesmos. Para que saibamos abrir nosso coração e corresponder ao universo, para entender que somos filhos das estrelas.

DANIELA ROMO

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