Há uma tendência pela nostalgia.

Mexico, D.F. 27/08/2015. Teatro Insurgentes. La cantante Daniela Romo ofrecio un showcase para presentar su mas reciente produccion musical titulada La voz del corazon.

Mexico, D.F. 27/08/2015. Teatro Insurgentes. La cantante Daniela Romo ofrecio un showcase para presentar su mas reciente produccion musical titulada La voz del corazon.

Estou na recepção do hotel onde acontecerá um encontro com Daniela Romo que, dadas as expectativas do seu novo disco regressará como “Ave Fenix” do pop. Ao lado da sua manager, que a acompanha toda vida, uma senhora muito amável que acaba de esbarrar com a esposa de Vicente Fernandez Jr. e começou a conversar sobre coisas super fortes que não tenho coragem de reproduzir, ao menos que me chamem de TvNotas e me ofereçam um cheque. Não, é brincadeira. Na verdade, não escutei nada comprometedor. Além do mais, essa entrevista é para Círculo Mixup, é sobre música, é sobre o novo cd de Daniela, assim… mando para o inferno esses pensamentos clandestinos. Por fim, vou começar a conversar com Daniela.

Você é daquele tipo de cantora que quando lança um disco novo o escuta várias vezes? O escuto quando é lançado, para ver o que fiz. Busco esse momento desde o estúdio, para escutá-lo.  Mas, em geral, não escuto as minhas coisas, só para repassá-lo. Não o faço para me elogiar.

 Você possui uma relação muito próxima com o publico, em que momento dialoga com eles? É um momento belíssimo, há reciprocidade. Agradeço a tudo o que fizeram por mim, por me darem alento de vida em um momento tão difícil.

“Despeinada” descreve a Daniela Romo das antigas? Sim! É a Daniela Romo de “Mentiras”.  Nós nunca devemos abandonar nossa essência, precisamos conservá-la, a alma nunca se torna maior. A gente precisa conservar aquilo que sempre foi, é o caso dessa canção.

Existe algum tipo de existencialismo na canção que você compôs, chamada” Polvo de Estrellas”? É o meu pensamento sobre como é a vida. Os seres humanos vieram para o mundo para serem um verso, e nosso dever é alegrar e iluminar as coisas para que ela não sejam tão cinzas.

Você influenciou muitos artistas novos como Javiera Mena.  Isso é muito legal porque é algo que você faz desde o seu espaço mais solitário e possível ver esse trabalho em um âmbito maior, em que nunca esteve. É uma expansão do que você fez ou passou. É emocionante, existe uma tendência pela nostalgia, por exemplo…nos anos 70, a música italiana foi importantíssima.

Você fez uma canção com o Senhor Esparza (exBronco), e a música me pareceu meio country…  Testamos vários ritmos e o country me veio em mente, mencionei isso aos músicos e eles a trouxeram assim, de surpresa. A voz de Lupe possui muita personalidade, fiquei imensamente encantada quando ela disse sim e aceitou gravar essa música comigo.

Me surgiu uma dúvida, como foi que você chegou a trabalhar com Paul MacCartney? Quando o fiz estava em EMI Capitol. Nessa época precisávamos de uma música para uma novela  (atenção, essa história é real!) que eu estava fazendo e então eu fui até aos escritórios da EMI e disse: “Sei que Paul MacCarteney grava aqui e quero uma canção dele. Vocês podem enviar um fax? E você sabe como é, o pessoal da EMI em gargalhadas, me mandaram embora de lá, disseram: “Vá embora, sua estúpida! O que está pensando? Mandaram que eu fizesse um pedido de permissão, como direitos autorais pelos vídeos, canções, etc… Um dia MacCartney disse que sim, e o pessoal que trabalhava na EMI quiseram morrer! Ele não só me mandou a música, como também me deu a autorização para fazer a versão em espanhol, respeitando a melodia. Foi uma loucura!

E você conseguiu agradecê-lo pessoalmente? Quando o disco foi lançado fui atrás de uma caixa de prata… o pessoal me disse que se eu fosse num show dele, me apresentariam. Eu não acreditava, mas isso realmente aconteceu, eu tremia como folha de outono. Ele é uma das pessoas mais sensíveis que conheci, cheguei com a minha caixinha, com o disco, nervosa, quase não podia falar. Aí me apareceu Paul, colocou a perna sobre uma cadeira que havia por ali e começou a cantar a música que dizia “mi conejito” (meu coelhinho). “Eu não sei espanhol”, ele me disse…era uma canção infantil.  Não sei como descrever essa emoção, depois tirei uma foto com ele e com Linda e me enviaram um ano depois!! A história foi assim, não acredite na história que o conheci em um bar em Liverpool e que ambos estávamos bêbados…


Clique para ampliar: portada_Circulo_mixup_page_27

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