Daniela Romo, atitude para vencer

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México, DF – Vencer o câncer de mama não é fácil, mas também não é impossível. Para conseguí-lo é preciso ter determinação e apoio emocional, é igualmente importante que a doença seja detectada cedo, como demonstra Daniela Romo, atriz e cantora que hoje, se tornou um exemplo a ser seguido. Para prevenir o câncer de mama: autoexame e estudos especializados. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer é a principal causa de morte a nível mundial. Entre esse grupo de doenças se destaca (em quinto lugar) o câncer de mama, já que somente em 2008, produziu 456 mil doentes. As estatísticas mostram que na atualidade 75% das pacientes detectadas em fase inicial podem se recuperar por completo, assim como aconteceu com Daniela Romo.

Em sua luta contra o câncer, a atriz saiu triunfante e sua atitude não só lhe valeu a alta, como também a converteu em um exemplo para as mulheres que sofrem da mesma doença. Logo em que o pequeno tumor foi retirado de seu seio esquerdo, em novembro de 2011, a cantora iniciou um agressivo tratamento que incluiu doze ciclos de quimioterapia e trinta de radioterapia. Como pode ocorrer nesses casos, a terapia causou estrados em seu estado físico e emocional, no entanto, ela enfrentou com coragem. Graças ao seu otimismo, que a caracteriza sempre (e também graças ao apoio dos amigos), ela não ficou depressiva. O câncer, como qualquer outra doença, colocar o caráter do ser humano em prova, é uma enfermidade que não se deve enfrentar sozinho, pelo contrário, você precisa se sentir acompanhada, querida e compreendida.Isso facilita o caminho da paciente e em grande medida, eleva as possibilidades de exito do tratamento.

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Feridas de guerra

Perder seus longos e famosos cabelos foi o de menos, em troca ganhou saúde e com orgulho, confessa que decidiu mostrar sua nova imagem para que as outras mulheres que também atravessaram pela mesma doença, não se sintam sozinhas ou envergonhadas. “Pelo contrário, são feridas de guerra, de batalhas que foram superadas. Vocês devem se sentir dignas e honradas”. O objetivo da quimioterapia é eliminar as células cancerígenas, no entanto, ao fazê-lo, também se elimina as saudáveis. Daniela não foi a única que passou por isso, e ela decidiu raspar o cabelo… não antes de buscar apoio em uma de suas amigas, a atriz Patrícia Reyes Espíndola, sobrevivente do mesmo tipo de câncer, que lhe ofereceu um conselho que nunca esquecerá: “Amiga, corte o seu cabelo e verás que ele crescerá novamente e ficará lindo. Eu, ao contrário, perdi um seio… e ele nunca mais voltará.”

Em família, disse não a depressão e ao câncer de mama

Aos meus amigos e a minha família, que sempre estiveram tão próximos, sei que as vezes sofreram mais do que eu, obrigada por serem tão discretos e divinos”, dizia a atriz nos princípios de 2012. Reconhecer e aceitar que este transtorno altera o organismo e, ao mesmo tempo, causa um dano a família e aos amigos mais próximos, é uma das experiencias mais difíceis que o doente enfrenta. O tratamento da doença, que se manisfesta nos seios, não só afeta os órgãos reprodutivos e sexuais, causa um golpe também na identidade da mulher, causa depressão já que a sua aparência física e fisiológica pode ficar significativamente alterada, mas uma alteração abrupta, que provoca mudanças repentinas, indesejáveis e incômodas.

Daniela enfrentou a consternação que estava sentindo seus seres queridos, que também sofreram ao vê-la atravessar por essa doença. Diante da idade avançada de sua mãe, 87 anos, ela evitou contar o que se passava. Por fim, os médicos que a atenderam a agradeceram pela “lição de alegria”, que receberam da atriz. “Não perdi nada, ganhei tudo. Ganhei a vida, O vazio do primeiro dia foi sendo preenchido com a experiencia, ganhei vivência”, recordou Daniela, ao reaparecer publicamente em Junho de 2013.

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O melhor, sempre, é prevenir

Depois de viver essa experiência, Daniela Romo fez um chamado à população feminina para que essas se examinassem periodicamente. “Não é uma questão de sorte, é uma questão de morte. Se você não vai ao médico a tempo, poderá não ter essa oportunidade que estou tendo agora”. Cabe mencionar que, além do auto exame, é preciso realizar uma exame clínico de mama. Se possui idade entre 20 e 40 anos, o ideal é fazê-lo, pelo menos a cada três anos. Se já possui mais de quarenta, a periodicidade deve ser anual. Durante o exame clínico, o médico busca nódulos ou endurecimentos.

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