GANHADORA DA VIDA

ENTREVISTA a Daniela Romo – Dia Internacional para a luta Contra o Câncer de Mama

Para a atriz e cantora, a melhor medalha que poderia ter obtido em 35 anos de carreira, foi recuperar a vida.

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“Sempre fui uma pessoa otimista, que sabe rir de si mesma. Disse ao doutor: Este é o meu Óscar, Você produz, você dirige e eu atuo, eu saio com o prêmio, isso eu, o asseguro”.

Desde o momento em que se detectou um tumor em seu seio e entrou na sala de cirurgia, até recuperar a sua saúde, assim mentalizou a atriz e cantora.

“Sempre tenho sido responsável com a minha pessoa; anualmente tenho feito exames perto da data do meu aniversário, para que seja um presente de vida, agora mais que nunca posso dizer quem sim o era.”

 “Nesta ocasião, me disseram que esperasse, porque havia algo raro; então começaram a entrar os doutores e me pediram que buscasse a um oncologista. Recordo que se atravessava o dia dos mortos e assim os foram para mim”, contou Daniela.

15 quimioterapias e 30 radioterapias foi o que me prescreveram após o procedimento que se realizou um dia depois do diagnóstico.

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“Começou um caminho longo e doloroso, mas cheio de luz e experiências que não conhecia; aprendi o que realmente é o amor a vida, a honrá-la e dar-lhe a importância necessária, mesmo com uma dor muito forte, na qual  só diz a respeito a você. Mas o que de fato deseja é proteger os mais próximos de ti”.

Tive que fazer uma pausa de mais de 35 anos de carreira interrupta, realizando shows, telenovelas, séries, filmes, teatros e musicais.

“O ser humano não se dá conta do que é capaz de fazer, até que lhe toca. Eu não tinha o corpo treinado para suportar um ataque desse tamanho. Tem que recorrer a onde estão teus resquícios de luz, tua mente e interior”.De suas experiências como atriz, aplicou métodos que lhe ajudaram para sacar forças da debilidade, curar feridas e fazer-se renascer.

 “Há um hábito que tem me ajudado a desenvolver os meus personagens:  desprendo de mim mesma. Tive que despojar-se do olhava no espelho diariamente; fiquei sem cabelo, sem sobrancelhas, sem cílios, iriam a cair até as unhas”.

Não queria a nada lamentar-se e dizendo frases vulgarmente vazias, saber que estavam ai, me fez sentir apoiada, querida, amada, sem pressão. Pensava que me tocava ir, queria que todos em meu entorno sentisse orgulhosos de mim e que ficava bem, também”, disse.

Voltar a Nascer

Após da retrospectiva que fiz em sua mente, retomou um projeto que tinha ficado pendente e que casualmente representava um repasse por alguns dos seus sucesso musicais de sua carreira artística e outras inéditas, abordadas com novas roupagem.

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“Agora tenho uma alegria incontrolável por fazer as coisas, desfrutá-las, gozar até dos maus tempos. É como que parir a ti mesma. Este processo me enriqueceu, terminando uma telenovela e finalizei “Para Soñar”, um disco para celebrar meus 40 anos de carreira, e encontrei outro sentido nas canções que havia interpretado tantas vezes”. Concluiu a cantora.

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