#Nota: Protagonistas

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Há algumas semanas, Hernán Orjuela chegou ao México e trouxe boas notícias: ele fez um acordo com a XCW, uma emissora de rádio da Televisa, onde será feito um intercâmbio de programas musicais onde o canal Caracol Radio transmite ao país asteca as produções de artistas nacionais e a XCW faz o mesmo com artistas mexicanos.  No primeiro programa, especial, foi transmitido  o Gran dis-jockey Caracol, dirigido por Hernán Orjuela e transmitido no sábado (de 9h15 às 10hs). Seu desejo é fazer o mesmo com outros países vizinhos, tudo com fins comerciais e de integração. Na televisão, ele também gravou especiais com Daniela Romo e José José para o programa “Ho es viernes”.

Daniela Romo irá mostrar uma mudança de visual em “El Hotel de los secretos”

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Daniela Romo dará vida a um personagem que guardará muitos mistérios na próxima série do produtor Roberto Gomez Fernandez, El Hotel de los Secretos: “Me sinto muito honrada e agradecida por Roberto me integrar a este projeto, já nos vimos todos com o vestuário de época e essa etapa é muito importante para saber de onde partir e quem irá ser”. O papel de Romo se chamara “Ângela”, uma mulher que terá uma notável mudança de visual: “a tranformação será física também, tudo isso para que me convirta no personagem. Quando o ator se vê pela primeira vez com a caracteriação, é maravilhoso!”

Sobre a personalidade do personagem, ela preferiu não adiantar muito porque indicou que “realmente guarda muitos segregos e vai dar muitas surpresas”. Além disso, afirmou que será um trabalho maravilhoso, mas difícil, no qual ela terá que se colocar no lugar de uma mulher com um caráter muito forte, que espera ser cativante para o público, porque assim ela é. Daniela também se sentiu afortunada por poder compartilhar esse trabalho com seus compalheiros com quem participou de um trabalho de campo (“treinamento”) para aprimorar o trabalho.

A cantora também deixou claro que não gosta de fazer dois projetos ao mesmo tempo e é por isso que já terminou com a promoção do seu novo disco, La voz del Corazon, que foi lançado esse ano: “Já terminei certas coisas da promoção, já fizemos o vídeo e já realizei um montão de coisas para me dedicar a novela, mas todo mundo sabe que eu sempre me dedico a uma coisa só, não faço duas ao mesmo tempo”. Por outro lado, disse continuar fazendo exames médicos.

Depois do câncer de mama, ela agradeceu que exista um mês inteiro para falar sobre essa doença, no entanto, acredita que o mais importante é que tanto mulheres como homens, tem que ir ao médico para fazer exames de rotina: “temos que cuidar um dos outros e mostrar que isso é importante, o único que temos é a vida. Para quê vivê-la mal? Vamos nos cuidar!”

Daniela está contente por participar de Gran Hotel

Fonte: Rádio Fórmula

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“Estou super contente, o que me importa são os personagens e fazê-los com veracidade, dar vida a eles, não me importa em que âmbito, eu já trabalhei em muitos âmbitos”

A atriz e cantora Daniela Romo se disse contente por participar de”El Gran Hotel de los Secretos” ao lado de um elenco completo e preparado, que inclui desde “primeros actores” como a novos atores. Daniela expressou seu agradecimento a Ximena Navarrete, com quem trabalhou em La Tempestad e a quem criticaram por sua atuação: “Eu vou apoiar Ximena e vou agradecê-la por toda a vida ao que ela me deu para poder fazer a Mercedes, muitas pessoas estão equivocadas porque eu nunca vi alguém com tanta entrega, tão estudiosa e que se dedicou a fazer dois personagens, é uma menina que se superou muitos obstáculos, é uma pessoa maravilhosa, super profissional”.

Iniciaram as gravações de “El Hotel de los Secretos”

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Televisa apostará em minisséries com a adaptação do sucesso de “Gran Hotel”

Com uma missa oficiada nos fóruns de Televisa San Angel, a produção de Roberto Gómez Fernandez deu início oficialmente a minissérie de 80 capítulos que estreiará em Janeiro de 2016 por Univision.

Baseada no sucesso da série Espanhola “Gran Hotel” a minissérie será protagonizada por Irene Azuela e Erick Elias, além disso terá Diana Bracho, Daniela Romo, Juan Ferrara, Carlos Rivera e Jorge Poza, entre outros.

Pelo que parece, Irene Azuela e Erick Elias  (os protagonistas) terão um grande desafio, já que a série original está dando volta ao mundo com grande sucesso, inclusive se coloca como uma das favoritas e mais aclamadas em Netflix.

O que Daniela escuta em seu Ipod?

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Em março de 2013, Sandra Menezes (jornalista da revista Quien), entrou em contato com Daniela Romo para descobrir que tipo de  música ela tinha em seu Ipod, Daniela aceitou participar da matéria, que recebeu o título “A trilha sonora da minha vida”. Segundo Sandra, deu trabalho fazer com que a cantora  aceitasse mostrar suas músicas, seus gêneros e canções preferidas, mas ela indicou algumas!

Quer ouvi-las? Clique nas imagens e será redirecionado ao Youtube

Barbra

“Gosto de tudo, especialmente dos shows que ela fez com Judy Garland, Liza Minnelli e Frank Sinatra”.

Bet

“Estou na espera da nova edição lançada pela Emi”.

Fean

“Gosto sempre de ser ecléctica! E sou louca por essa música!”

Armando

“Desde o ventre da minha mãe tenho certas influências, e sempre busco ouvi-las. Entre elas estão Manzanero, José José,  Joan Manuel Serrat!”

Elton

“Desde os meus doze anos tenho tudo dele,  até mesmo suas participações em musicais.  E as vezes, também gosto de escutar bandas do tipo do The Doors”.

Discurso na íntegra: Daniela Romo, Outubro Rosa

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Depois do câncer nos aproximamos mais de certas pessoas, apesar de elas sempre estarem próximas. No meu caso isso aconteceu com a Paty Reyes Spindola, nos tivemos uma empatia através da doença. Nos tivemos que passar por esse túnel, esse labirinto da vida e passamos, foi algo muito difícil. Tenham certeza que há mais pessoas nesse projeto ( não só aquelas que se mostraram na sessão de fotos de Pedro Torres, com sua criatividade, há também toda a equipe de produção, os redatores). Mas nós passamos por esse labirinto e sabemos do que se trata, sabemos do que se trata perder um seio, sabemos o que é uma quimioterapia, uma radioterapia, sabemos que tivemos que abrir mão de absolutamente tudo. Um dia nos olhamos no espelho e não vemos nada, já não temos nem cabelo. E não como Pedro Torres, que se vê bonito… as mulheres ficam diferente, sem sobrancelhas, nem cílios, sem outros pelos que tínhamos.

Mas eu quero que se sintam muito felizes. Eu me sinto feliz e honrada por poder compartilhar esse momento com as minhas companheiras, amigas e atrizes que deram seu tempo para essa foto, porque todas nós sabemos criar empatia. Acredito que tudo se trata de dar a mão e criar pontes que sejam duradouras, de vida, amizade, amor, carinho e solidariedade. Nada se aprende melhor do que com a dor. Depois do sofrimento se aprente tudo. Para uma atriz (é difícil) se desprender da beleza, da sua presença, do que pensava que eras, das coisas que ditam vinte diretores de cena para certo papel, e um dia você se olha no espelho e vê que não é mais do que um manequim sem vestido, sem máscara, sem personagem. Não é mais do que uma alma.

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E a alma é o que importa. O que me importa essa noite é que estamos como alma,reunidos para tratar de dar um benefício a muitas mulheres que sofrem na ignorância, que não sabem a quem procurar ajuda. Em mulheres que sofrem, as vezes por maltratos de homens que dizem: “Claro! Você vai ao médico para mostrar as pernas para o doutor”, que as negam socorro e depois as abandonam já que não possuem mais um seio ou dois. Hoje esamos falando do câncer de mam, que é um câncer recorrente, que além disso… está no genes de todos. O câncer não é uma doença que existe pelo que comemos, bebemos ou respiramos. Existe porque é genético, nos falam muito que o câncer existe porque guardamos rancores… se fosse assim, conheço muitos que já estariam do outro lado.

Eu quero que todos possam ajudar alguém mais uma vez, oferecer comida, compartilhar alegria, compartilhar isso que eu mencionei: informar a uma amiga, prima, irmã, avó, porque todos nós perdemos mulheres e homens valiosos por causa dessa transição do nosso câncer. E digo nosso porque Patrícia Reyes Spindola e eu transitamos ao mesmo tempo. Foram também os mesmos meses que transitou (Alonso) Lujambio, por exemplo, os mesmos meses que transitaram outras pessoas e hoje, nós somos uma presença e eles, uma ausência, já não estão conosco fisicamente. O que me dá mais medo é quando você está transtando por esse labirinto e percebe que os outros (na mesma situação) estão morrendo. É uma questão de morte. Descobrir a doença cedo faz toda a diferença. E temos que conscientizar, nós… todas aquelas que são comunicadoras, que estão nas rádios, que possuem um microfone, que estão na televisão.

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Sei que falamos ao vazio, porque quando dizemos que alguém tem câncer logo pensamos “Ah, pobrezinho, ou…pobrezinha, tem câncer! Tomara que não morra” E nós pensamos que nunca vai acontecer com a gente, jamais. Acontece que sim, isso acontece… e um dia ou outro o doutor pode nos dizer “Você tem câncer!” e você responde… “Não, sou virgem” (signo). Isso pode acontecer a qualquer um! A úncia coisa que peço a vocês é que se reunam com os seus e os façam saber sobre essa campanha. Agradeço a Estée Lauder, Aeromexico, Grupo Expansión, Pedro Torres, às minhas amigas, companheiras e todos os que se dedicaram para que nesse mês, outubro, sejamos mais conscientes. Temos que cuidar um dos outros, isso nos fará melhor, porque sabemos amar e compartilhar.

Do que podemos abrir mão? Dinheiro, para que muitas mulheres possam se curar. Peçam a todos e a todas, porque estamos falando de câncer de mama, os homens também precisam se cuidar e nós, mulheres, também. Nós precisamos tocar nossos seios e eles, os testículos. Agradeço a todos infinitamente por me darem a oportunidade de estar aqui em meu nome, ao de Patricia Reyes Spíndola, ao nom de todas que sobreviveram ao câncer e de todas que já não estão e que foram nosso espelho, nosso exemplo de força e vontade de seguir adiante. Pelo amor e alegria que compartilhamos hoje, digamos a todas que se toquem e que sempre se consultem. Porque detectar o câncer cedo faz a diferença entre sorte e morte, e o que queremos é viver, mesmo que as vezes não saibamos que estamos realmente vivos. Precisamos aproveitar a vida, revivê-la, nos abraçar, nos tocar!

Obrigada a todos e a cada um de vocês por tornar isso possível, por sua força, presença, dinheiro e trabalho. Obrigada, por estar. Por ajudar neste sofrimento de tantas mulheres e tomara que essa noite seja de muitos corações, almas e seios, para que possamos sair adiante, todos juntos…porque merecemos. Muito obrigada.

Há uma tendência pela nostalgia.

Mexico, D.F. 27/08/2015. Teatro Insurgentes. La cantante Daniela Romo ofrecio un showcase para presentar su mas reciente produccion musical titulada La voz del corazon.

Mexico, D.F. 27/08/2015. Teatro Insurgentes. La cantante Daniela Romo ofrecio un showcase para presentar su mas reciente produccion musical titulada La voz del corazon.

Estou na recepção do hotel onde acontecerá um encontro com Daniela Romo que, dadas as expectativas do seu novo disco regressará como “Ave Fenix” do pop. Ao lado da sua manager, que a acompanha toda vida, uma senhora muito amável que acaba de esbarrar com a esposa de Vicente Fernandez Jr. e começou a conversar sobre coisas super fortes que não tenho coragem de reproduzir, ao menos que me chamem de TvNotas e me ofereçam um cheque. Não, é brincadeira. Na verdade, não escutei nada comprometedor. Além do mais, essa entrevista é para Círculo Mixup, é sobre música, é sobre o novo cd de Daniela, assim… mando para o inferno esses pensamentos clandestinos. Por fim, vou começar a conversar com Daniela.

Você é daquele tipo de cantora que quando lança um disco novo o escuta várias vezes? O escuto quando é lançado, para ver o que fiz. Busco esse momento desde o estúdio, para escutá-lo.  Mas, em geral, não escuto as minhas coisas, só para repassá-lo. Não o faço para me elogiar.

 Você possui uma relação muito próxima com o publico, em que momento dialoga com eles? É um momento belíssimo, há reciprocidade. Agradeço a tudo o que fizeram por mim, por me darem alento de vida em um momento tão difícil.

“Despeinada” descreve a Daniela Romo das antigas? Sim! É a Daniela Romo de “Mentiras”.  Nós nunca devemos abandonar nossa essência, precisamos conservá-la, a alma nunca se torna maior. A gente precisa conservar aquilo que sempre foi, é o caso dessa canção.

Existe algum tipo de existencialismo na canção que você compôs, chamada” Polvo de Estrellas”? É o meu pensamento sobre como é a vida. Os seres humanos vieram para o mundo para serem um verso, e nosso dever é alegrar e iluminar as coisas para que ela não sejam tão cinzas.

Você influenciou muitos artistas novos como Javiera Mena.  Isso é muito legal porque é algo que você faz desde o seu espaço mais solitário e possível ver esse trabalho em um âmbito maior, em que nunca esteve. É uma expansão do que você fez ou passou. É emocionante, existe uma tendência pela nostalgia, por exemplo…nos anos 70, a música italiana foi importantíssima.

Você fez uma canção com o Senhor Esparza (exBronco), e a música me pareceu meio country…  Testamos vários ritmos e o country me veio em mente, mencionei isso aos músicos e eles a trouxeram assim, de surpresa. A voz de Lupe possui muita personalidade, fiquei imensamente encantada quando ela disse sim e aceitou gravar essa música comigo.

Me surgiu uma dúvida, como foi que você chegou a trabalhar com Paul MacCartney? Quando o fiz estava em EMI Capitol. Nessa época precisávamos de uma música para uma novela  (atenção, essa história é real!) que eu estava fazendo e então eu fui até aos escritórios da EMI e disse: “Sei que Paul MacCarteney grava aqui e quero uma canção dele. Vocês podem enviar um fax? E você sabe como é, o pessoal da EMI em gargalhadas, me mandaram embora de lá, disseram: “Vá embora, sua estúpida! O que está pensando? Mandaram que eu fizesse um pedido de permissão, como direitos autorais pelos vídeos, canções, etc… Um dia MacCartney disse que sim, e o pessoal que trabalhava na EMI quiseram morrer! Ele não só me mandou a música, como também me deu a autorização para fazer a versão em espanhol, respeitando a melodia. Foi uma loucura!

E você conseguiu agradecê-lo pessoalmente? Quando o disco foi lançado fui atrás de uma caixa de prata… o pessoal me disse que se eu fosse num show dele, me apresentariam. Eu não acreditava, mas isso realmente aconteceu, eu tremia como folha de outono. Ele é uma das pessoas mais sensíveis que conheci, cheguei com a minha caixinha, com o disco, nervosa, quase não podia falar. Aí me apareceu Paul, colocou a perna sobre uma cadeira que havia por ali e começou a cantar a música que dizia “mi conejito” (meu coelhinho). “Eu não sei espanhol”, ele me disse…era uma canção infantil.  Não sei como descrever essa emoção, depois tirei uma foto com ele e com Linda e me enviaram um ano depois!! A história foi assim, não acredite na história que o conheci em um bar em Liverpool e que ambos estávamos bêbados…


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